domingo, 27 de junho de 2010

Ao meu caro Bobbi.

Sempre fui uma pessoa difícil, nunca consegui morar em republica, nunca entendi bem as razoes dos outros, um dia compreendi que grande parte do meu egoísmo para com o outro veio de minha criação como filha única, não culpando a minha mãe, que fique bem claro, eu sempre tive tudo, tudo era meu, tudo era para mim, eu era a mais bonitinha, a única dona das fotos da casa, dos Danones, dos chocolates.
Na escolinha sempre tinha quer ser a primeira ganhava todas as competições!

Fui crescendo, e o tal egoísmo foi me engolindo...Foi tomando proporções gigantescas e de repente meu mundo foi ficando tão grande em relação ao meu umbigo que fui obrigada a começar a rearranjar certos conceitos.

Aprendi que não morreria se falasse menos nãos, e muito menos se começasse a dividir minhas coisas.
Vi que nem tudo aquilo que eu tinha como verdade absoluta era o correto, aprendi a discordar sem magoar, discutir sem diminuir (às vezes eu ainda escorrego nesse item), que a vida não é um mar de rosas, mas também não é um inferno, que felicidade se faz e não se acha, que pequenas coisas tem valor imensurável em certos momentos, que eu preciso de ajuda e preciso ajudar, e principalmente...nunca deitar sobre minha própria natureza, eu não sei tudo, eu não sei quase nada, eu não sei nada!

Aí depois que eu desci da torre da antipatia minha vida ficou bem melhor!

Bom, agora vamos ao que realmente interessa, eu tinha que florear e papear antes, afinal, o blog é meu e eu faço o que eu quiser, porra!(brincadeira, galera!).

Há duas semanas, aproximadamente, uma amiga me disse que receberia um amigo em sua casa, que ele era incrível gente finíssima, bla bla bla...
Ok, e eu com isso?
Mas, o tal amigo veio não sei como parar na minha casa (sei sim, mas não vou contar afinal o blog é meu... hahaha) aí tudo bem, subi, fui legal, dei até três beijinhos! Como eu sou gente boa!

O tal garoto, foi conversando e conversando e algo foi acontecendo, um súbito bem querer foi tomando conta de mim e de repente, no outro dia, eu já estava rendida!
Posso contar nos dedos as vezes que isso aconteceu em minha vida, eu sou do tipo “serial killer” estudo bem a vitima antes de agir, mas com esse cara, não teve jeito, houve algo inexplicável, se existem vidas passadas, algo tem aí!
Bom resumindo a bagaça, to apaixonada (não, eu não quero pegar o cara!é outro tipo de paixão).

Pois é, tudo que é bom dura pouco, ele se foi, eu chorei, chorei de novo e esfreguei o nariz no travesseiro como se tivessem me tirado um dedo( e confesso que to chorosa enquanto escrevo isso). Mas a noticia boa...tcharan!Ele volta! Deus foi tão bom pra mim que além de me dar um presentão de aniversário (não se ganha um amigo todo dia) ainda fez ele se apaixonar por uma pessoa bem próxima! Oba!

Pois bem, o texto de hoje é dedicado a você menino risonho, que me fez acreditar que de onde menos se espera, é de onde vem mais! Obrigada por tamanha cordialidade e por entrar assim na minha vida me fazendo não me arrepender de ter me aberto ao mundo!

Grande beijo!
Meu coração e minha amizade agora também são seus!

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Solidão, palavra cavada no coração...

Ando sentindo falta de coisas tão estranhas, sinto falta do pastel magro de frango da faculdade que larguei, sinto falta da maionese caseira que me fez perder a vesícula (mentira, perdi a vesícula por litíase, mas, aquela maionese a qual eu consumia diariamente teve alguma contribuição para isso, teve... ah teve!), sinto falta das aulas de Anatomia e até das feridas de formol nos dedos, sinto também falta do cheiro da minha cidade natal, de conhecer quase todas as pessoas pelas quais eu passava durante o dia, falta da pipoca da pracinha, saudades do meu Topo Gigio que sumiu ha uns anos...Pois é, tudo isso é estranho, mas, a coisa mais estranha de todas é: estou sentindo falta de namorar!

Cara! Nós somos mesmo seres estranhos, quando estamos namorando sentimos falta de estar só, de ter tempo, de sair com os amigos sozinhos, de não ter que dar satisfação pra ninguém sobre nada.

Basta ficarmos solteiros para começarmos a sentir falta de tudo isso! Ah, que triste, eu estou só, tenho tempo demais, só saio com meus amigos sozinho, nem satisfação eu tenho que dar mais! Oh, lástima!

Eu tenho sentido falta de companhia, falta de alguém para abraçar nas festas de família e na hora do desespero, falta de consolo (não, não é disso que eu estou falando) e de consolar, falta de um ombro que não seja só amigo, to de saco cheio de dormir sozinha e ter que esquentar os pés com meias, tenho saudades da sensação de gostar, de pensar em alguém, de fazer planos possíveis e impossíveis, e as borboletas no estômago?As minhas entraram em extinção!

Me faz falta coisas incrivelmente irritantes como ver tv acompanhada, ver filme e dormir na metade dele enfiando o nariz em um “cangote”, ter alguém pra reclamar da minha demora no chuveiro e para me trocar, alguém pra dizer que eu gasto demais, que eu durmo demais, que eu choro demais e faço drama demais!

Saudades de brigar só pra fazer as pazes, de pedir desculpas, dizer que nunca mais vai acontecer mesmo sabendo que é mentira, de desculpar e querer acreditar que as desculpas são sinceras.

Falta do carinho na cabeça, de saber quase tudo a respeito de alguém, gostar de metade deste “tudo” e aceitar a outra metade por amar. Saudades de me preocupar se alguém está bem, se dormiu bem, se comeu direitinho, se esta feliz, poder dar pitacos na roupa, no cabelo...

Dar e receber presentes bobos, nada caros e completamente significativos, rir de rolar de besteiras, fotos a dois, fatos a dois.

Tomar café da manha na padaria da esquina como se estivesse em Paris! Dormir num lugar qualquer como se aquilo tudo fosse a melhor coisa do mundo.

Enfim, falta de olhar para um cara e pensar: ele não é o mais bonito, o mais rico, o mais forte e muito menos perfeito, mas, ele esta comigo e me faz a pessoa mais feliz do mundo.

Ah, só pra constar, eu não estou deprimida, nem triste e muito menos louca, guardem seus Rivotris para vocês, eu não preciso deles, eu só preciso amar.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Ah coração leviano...

Desde os primórdios eu admirava as mulheres fortes e destemidas, aquelas que impunham respeito aos homens e não se deixavam abater por nada. Elas eram as mais bonitas, as mais bem vestidas, as que ganhavam melhor! O tempo passou e eu resolvi me tornar uma delas, claro, de primeira nada deu certo. Eu sofria horrores na mão dos homens! Eu era uma completa apaixonada, beijava hoje e queria casar amanhã!Alem do mais nunca fui bem vestida e nem bem paga...mas abafa essa parte!

Um dia, do nada, no meio de uma crise de ninguém-me-ama-ninguém-me-quer, tive uma súbita lembrança das minhas vontades e desse dia pra frente, acabou!
Resolvi que sim, seria má!

Me tornei um cara escroto, digo cara e escroto no masculino porque passei a agir feito homem! Fazia, depois contava!Rha!
Passei a simplesmente não me importar, haja o que houver, não entre na luz!
Peguei aquele coração idiota, juntei com o amor sofrido e com a resignação, fiz uma bolinha e guardei no fundo do armário.
Muahahahaha, agora “eu tinha apenas uma pedra em meu peito, exigia respeito e não era mais um sonhador, chegava a mudar de calçada quando aparecia uma flor e dava risadas do grande amor... Mas foi aí que o resto da musica fez sentido: MENTIRA!
Fiz muita gente sofrer e no final quem acabava sofrendo era eu, triste fim!

Então, um dia, abri o armário, vi aquele pote empoeirado e me lembrei que um dia, apesar das dores, aquele conjunto ali contido havia me feito um pouco feliz...Abri o pote e em seguida o peito, desembolei aquilo tudo, tirei a pedra e recoloquei cada coisa em seu devido lugar. Com o coração no peito, o amor sofrido na memória, a resignação na mente e a pedra no armário, passei a viver melhor.

A personalidade da gente ninguém muda, continuo sendo de certa forma uma mulher forte, mas não consegui me tornar a mais bonita, nem a mais bem vestida e muito menos a mais bem paga, porem, tenho um posto interessante, as vezes no meio da bebedeira alguém grita: você é a mais legal! A mais engraçada! Aí eu dou um sorriso bobo e fico feliz de novo!
Quanto ao amor? O amor...pois é, e o amor? Essa parte eu não sei explicar, mas esta tudo bem!

Ah, a pedra continua guardada no guarda roupas, servira para acertar a cabeça do próximo que ousar me fazer de besta!


abração na sua boquinha!