sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Antes idiota do que infeliz!

Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas e saem sozinhas.

Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos.

Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos > 'personal dance', incrível. E não é só sexo não, se fosse, era resolvido fácil, alguém duvída?

Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão 'apenas' dormir abraçados, sabe essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega.

Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção.

Tornamos-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a 'sentir', só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós.

Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de relacionamentos ORKUT, o número que comunidades como:

'Quero um amor pra vida toda!', 'Eu sou pra casar!' até a desesperançada 'Nasci pra ser sozinho!' Unindo milhares ou melhor milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis.

Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos.

Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa.

Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, démodé, brega.

Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí? Seja ridículo, não seja frustrado, 'pague mico', saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta mais, aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca >mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso à dois.

Quem disse que ser adulto é ser ranzinza, um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele.

Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: 'vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida'.

Antes idiota que infeliz!

(Arnaldo Jabor)

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Uma nova jornada!

Mudanças sempre assustam, principalmente quando se faz uma mudança tão radical quanto a minha.

Mais uma vez passei em outra Universidade Federal de Não Vou Dizer Onde, e estou em uma nova cidade, nômade eternamente!

Me mudei a duas semanas e foi aí que percebi o quanto envelheci, nas ultimas vezes eu saia de casa rindo e fazendo mil planos, dessa vez foi só choro, ver minha mãe me entregando a mala e me desejando sorte foi a cena mais triste dos últimos anos: eu queria me agarrar a ela e dizer que não iria, mas a vida segue e por mais que eu tenha chorado as 10 horas de viagem, uma hora tive que parar.

Dessa vez as coisas estão diferentes, estou na casa de familiares e a ausência materna se torna menos torturante. Vira e mexe eu me encolho no colo da minha tia e a dor passa.

Agora a parte mais incrível de todas: a cidade a qual eu sempre visitei e fiquei por meses de férias, vista por outro ângulo é realmente diferente.
Nada tem o mesmo sabor de folga! Os bares nem são tão legais, movimentados e divertidos, as pessoas são comuns, os homens (os quais eu julgava serem os mais bonitos do Brasil) se tornaram desinteressantes e repetitivos.

Andei conhecendo gente nova e revendo gente antiga (não vou falar “gente velha” porque seria sacanagem demais com os trintões), tive oportunidade de estar de novo com antigas pessoas e rever meus conceitos!

Quem lê meu blog já percebeu que eu adoro rever conceitos, e a sensação que se tem quando se pode conhecer as pessoas por outro ângulo (assim como a cidade) é incrível!

Chatos, playboys e babacas se tornam criaturinhas docemente cativantes!
Vagabundas se tornam simples meninas bobas e sem rumo!
Santas se tornam lobos!
Claro que alguns playboys babacas e cretinos continuam com os mesmos rótulos, assim como as vagabundas e raramente as santas.

Minhas aulas começam na segunda feira e assumo publicamente que não sei como será conviver cinco anos com adolescentes pop teen, mas vamos la neh? Fazer o que? Volto para contar mais assim que possível...

O que mais me marca nesse período é a saudade de casa, poutzqueparola! Como eu amo aquelas pessoas, como eu sinto falta das confusões! Como eu amo a minha mãe e como sua ausência me deixa um buraco Dantesco no peito!!

E não, ninguém me chamou verdadeira atenção ainda...paciência!