Mudanças sempre assustam, principalmente quando se faz uma mudança tão radical quanto a minha.
Mais uma vez passei em outra Universidade Federal de Não Vou Dizer Onde, e estou em uma nova cidade, nômade eternamente!
Me mudei a duas semanas e foi aí que percebi o quanto envelheci, nas ultimas vezes eu saia de casa rindo e fazendo mil planos, dessa vez foi só choro, ver minha mãe me entregando a mala e me desejando sorte foi a cena mais triste dos últimos anos: eu queria me agarrar a ela e dizer que não iria, mas a vida segue e por mais que eu tenha chorado as 10 horas de viagem, uma hora tive que parar.
Dessa vez as coisas estão diferentes, estou na casa de familiares e a ausência materna se torna menos torturante. Vira e mexe eu me encolho no colo da minha tia e a dor passa.
Agora a parte mais incrível de todas: a cidade a qual eu sempre visitei e fiquei por meses de férias, vista por outro ângulo é realmente diferente.
Nada tem o mesmo sabor de folga! Os bares nem são tão legais, movimentados e divertidos, as pessoas são comuns, os homens (os quais eu julgava serem os mais bonitos do Brasil) se tornaram desinteressantes e repetitivos.
Andei conhecendo gente nova e revendo gente antiga (não vou falar “gente velha” porque seria sacanagem demais com os trintões), tive oportunidade de estar de novo com antigas pessoas e rever meus conceitos!
Quem lê meu blog já percebeu que eu adoro rever conceitos, e a sensação que se tem quando se pode conhecer as pessoas por outro ângulo (assim como a cidade) é incrível!
Chatos, playboys e babacas se tornam criaturinhas docemente cativantes!
Vagabundas se tornam simples meninas bobas e sem rumo!
Santas se tornam lobos!
Claro que alguns playboys babacas e cretinos continuam com os mesmos rótulos, assim como as vagabundas e raramente as santas.
Minhas aulas começam na segunda feira e assumo publicamente que não sei como será conviver cinco anos com adolescentes pop teen, mas vamos la neh? Fazer o que? Volto para contar mais assim que possível...
O que mais me marca nesse período é a saudade de casa, poutzqueparola! Como eu amo aquelas pessoas, como eu sinto falta das confusões! Como eu amo a minha mãe e como sua ausência me deixa um buraco Dantesco no peito!!
E não, ninguém me chamou verdadeira atenção ainda...paciência!
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